Coração na mão.
Coração apertado.
Coração com medo.
Tem doído...
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
...
- Você quer que eu te diga o quê? Que eu te amo? que eu vou te esperar um dia em uma rodoviária, um aeroporto? Que eu acredito em você? Que você consegue mexer dentro de mim? Isso é muito pouco! Eu não tô nem ai se você vai embora, se você não me entende, não me ouve, não escuta! eu vou continuar aqui, carregando nas costas esse cotidiano insuportável, com ou sem você, porque é preciso continuar. Mas o meu desespero precisa ser discreto, soletrado em uma pequena esquina, onde talvez, um dia, quer você queira ou não, a gente acaba se esbarrando. Depois de um tempo a gente sempre perde a linha do amor, e eu tenho medo, tenho medo de não conseguir, de não dar conta, medo de ter que lidar comigo mesma todos os dias. Dói de todos os lados, de cima, de baixo, de dentro pra fora, de um lado pro outro, mas a gente continua, um pouco sem esperança, com as ilusões partidas. Eu cheguei a conclusão de que sofro de insatisfação crônica, e que eu vou ser sempre, pra sempre, essa boba menina carente e insegura, esperando que chegue o seu lugar na fila. O amor é um porre! Um porre acompanhado de muita ressaca, de muitos maços de cigarro, insônia... ahhhhh e tem também a gente sofrendo ouvindo Marisa Monte de fundo! A gente demora anos pra construir uma verdadeira história de amor, passa dias tentando ser a pessoa mais fofa e mais linda do mundo. Ai um dia você acorda deprimida e resolve tomar um porre, fica bêbada pra caralho e acaba fudendo com tudo! Foda-se todas as coisas lindas e fofas que você fez, a única coisa que realmente importa é dia que você acordou deprimida e acabou fudendo com tudo. Mas eu não vou chorar, eu não vou morrer e eu não vou desistir, sabe porque? Por que eu não tenho coragem!. Ouviu meu Deus?! Eu não vou desistir! Como recompensa o senhor podia me mandar uma garrafa de vodka gigante e uma maço de cigarro que é pra me fazer companhia, dessa vez eu perdi, anoiteci, não tem ninguém batendo na porta e dói pra caralho ter que continuar sozinha! Essa música é pra você.....
Por uma coisa que tenho sentido que tem doído que tem batido que tem me feito sentir aquele medo bobo e tolo. Medo.
Essa sensação de amor é sempre intensa demais, junto dela
esse medo que de súbito começa a atormentar os sonos e os sonhos… Insegurança.
Ai você lembra que aquele amor de antes te fez um mal enorme e a única coisa que
fica é a lembrança de um susto e de uma dor, um tapa inesperado, um não, que
mas parecia um soco na boca do estômago. A gente anda carregando nos braços um
punhado de dor, um punhado de medo, um punhado de amor falido e doído. Um não,
que mas parece um soco, na boca do estômago. Um não! Ai você se pega pedindo:
Não me deixa! Na verdade você só quer dizer: tenho medo, tenho medo de viver
tudo outra vez e não sei se vou dar conta, se vou conseguir, se vou ser forte o
suficiente. Ai você se sente fraca e começa a ter medo de se ver tão fraca. Ai você
se sente a pessoa mais feia do mundo. Ai você chora e chora mais um pouco. Um
soco, na boca do estômago. E no fundo não faz diferença e nada muda qualquer
coisa que exista, mas a gente nunca alcança o inalcançável, a única coisa que
podemos fazer é esperar e a gente espera. Reza! Reza e pede proteção. Reza e
pede força. Reza e pede. Um soco! Reza e pede pra que aquilo que você deseja
seja possível, que o amor e as promessas sejam verdadeiras, que dure, que seja,
que baste. Mas nunca basta! Nada nunca vai bastar no amor, nem tudo é verdade,
nem tudo é previsível, não adianta jurar, não adianta fingir que o que diz é verdade, que o que sente é aquilo mesmo, que você não vai sentir, que você não mente, que você sabe, que sempre soube, que ja esqueceu e que tem certeza daquilo que você sabe que não tem, que não vai mexer, que não mexe, que não da medo, que é instável, que não vale a pena, que dói, que pode ser, que você sente sem querer sentir, que você ama, que você amou, que você não sabe se ainda ama, que você não sabe se ainda mexe, que pode mexer. Resta pra mim uma esperança tola de que dessa vez seja
diferente, fecho os olhos e seguro no ar o amor, seguro pelos dedos esse meu eu que nunca segurei direito. Levanto a cabeça meio torta e cambaleante e me prometo ser melhor e mais, mais segura, mais forte, mais calma, mais eu... em cinco minutos desabo e deito embaixo da mesa feito criança assustada, com medo do escuro. Aperto uma mão na outra, olho pro céu e converso com Deus:
Deus,que dia cinco não faça diferença nos planos e nas promessas. Que dia cinco chegue quieto, sem fazer barulho, que dia cinco seja uma reencontro silencioso…
Deus, cuida de mim e me faça mais forte.
Deus, eu quero! eu quero amar pra sempre e sem medo, quero que dure, que seja, que mexa comigo, que seja comigo, que seja pra mim, que seja meu abraço de macaquinho seu porto seguro, que seja pra mim o meu porto seguro, que seja de lá, que seja de cá.
Deus, cuida de mim?
Deus, cuida de mim?
Deus, que amor de amor seja de verdade uma pérola rara, que amor de amor seja forte, que amor de amor seja amor.
Deus, não quero ficar aqui, de novo, com essa sensação de fracasso na boca.
Deus, eu amo!!!
Deus, eu quero!!!!
Deus, eu prometo fazer coisas incríveis!
Deus, eu prometo fazer coisas incríveis!
Deus, segura minha mão?! ta frio e tem chovido por dentro e eu tenho e eu não e eu tenho e eu sou fraca e sinto falta e eu sinto e eu tenho medo e eu sou boba e eu amo sempre tanto demais e eu sou burra e egoísta e suspirosa e uma tonta.
Um soco! Um soco na boca do estômago, recolho meu medo a um sentimento fundo,
guardo a sete chaves essa pequena e gigantesca insegurança. Coração na boca. Coração
doendo. Medo! Pequena demais, amor demais. É, amor
demais. Sim, amor demais. Chove e choro, choro e chove.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
...
Talvez sejamos sempre sozinhos,
pra sempre sozinhos. Esquecidos de nós mesmos, vivendo os dias encobrindo na
boa aparência aquele aperto no peito e a dor de viver que não nos larga nunca.
Caetano Veloso na plateia, cantando calado a trilha sonora de nossas vidas…
Grande bobagem. Vou tentando renovar as crenças, achar o sentido que a gente
deixa passar, tentando encontrar mais uma vez o porque de tudo isso. Se é que
vale, se é que tem. Um mundo de incertezas e um medo imenso de não conseguir,
de não dar conta, de perder o caminho que pensei em seguir. Faz frio aqui, coração
na mão, medo na garganta e esse susto de viver que chega e gruda, que chega e
para, que chega e dói. Meu Deus, eu já amei tanto. E é amando que continuo
errando, me perdendo, adormecendo. Mas a gente não para, não desiste, encontra
uma força sei la de onde pra tentar sei la o que… Continuamos ...
sábado, 13 de outubro de 2012
Pequenos rascunhos
"Triunfareis se a caridade vos inspirar e se a fé vos sustentar."
O que tenho sentido?
bem... tenho tentado ser fiel, apesar da dúvida e do aperto no peito. Tenho tentado ser fiel a mim mesma, a minha fé, as minhas crenças. Tem dias que o mundo pesa nos ombros, mas sigo acreditando no amor e pedindo o bem a tudo e a todos. É fácil se perder, se deixar levar pelo erro cometido as cegas, o medo, aquele medo e aquela insegurança que preenche os espaços vazios do corpo. Meu peito aperta, dói de um jeito constante que nem sempre reconheço a causa, na maioria das vezes não reconheço o porque. Mas sigo, sigo por amor, sigo pela fé, sigo porque acredito e aceito meu fracasso. Minha frustração de não dar conta, de não conseguir, de ser fraca e covarde. Pequena. Tenho tentado, tenho buscado o caminho da sinceridade e do amor, o caminho da alma. Qual? ainda não sei. Caminho tateando espaços bruscos, amargos, doces, suaves, doloridos, alegres... Caminhos. Pequenos caminhos, pequenas tentativas, pequenos passos, pequenas dores. Adormeço na tranquilidade de alguém que sente sem saber de onde vem, como uma folha esquecida embaixo do travesseiro da amante. Um rascunho de um poema de amor.
p.s de tudo, o que fica, são só certezas sem espaço
p.s de tudo, o que fica, são só certezas sem espaço
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
...essa coisa toda que tem doído e tem passado mas volta e me perco tanto
(para ler ao som de Roupa Nova, Volta pra mim)
Eu queria dizer tantas coisas. Depois de tudo e tanto tempo… tantas coisas. Umas doeram menos, outras doeram mais, não importa. Quando
acordo vejo você no teto e lembro, e penso, e sinto. Depois de passar algumas
horas do meu dia sinto uma vontade imensa de fugir e deitar um pouco no seu
colo, naquele mesmo lugar ficar em silêncio, uma segurança que não se explica, um amor imenso. A noite queria sempre você aqui.
Sempre! Tenho me sentido feia, principalmente depois de tudo. Sei que o
problema se resume a mediocridade do que sinto de mim e dessa insegurança filha da puta que me persegue a tempos. Tem uma porrada de gente que me acha muito doida, muito maluca, muito dispensável, muito alcoólatra, muito bêbada, muito imbecil... Queria só que com você fosse diferente. Tô com medo!Muito! Tenho medo, medo disso que ficou aqui dentro, essa insegurança ridícula e dolorosa. Às vezes faço que sou, mas la no fundo resiste ainda uma menina tão pequena, sem espaço, sem lugar no mundo, que chora quase sempre por motivo algum. Chora!!!
...tem um dragão morando no meu quarto.
O coração é traiçoeiro, arrancando da alma as pilastras feitas de papelão e grude. Sem perceber a gente desaba. Desabei!
Vendo ela ali na esquina tão linda e tão simples... sempre melhor que eu. Ou ela na Austrália, ou ela no Espanca, ou ela no bar, ou ela te esperando no Cabral, ou ela perambulando pela cidade, ou ela com seus cabelos encaracolados e lindos... é sempre tão melhor que eu... sempre!
Dói!
Tenho medo! Me tira daqui. Me tira de todo esse limbo já previsto e de toda essa angustia tão constante. Me tira desse aeroporto e dessa vontade de partir em segredo. Me tira desse mundo que me atira sem dó e maltrata meu coração nos pedaços que doei sem resquícios de perda. Me ajuda a afogar esse monstrinho que quero morto todos os dias que acordo.... Meu Deus, como eu quero!
Me ajuda!!!!
Me salva.
Fico aqui pedindo e sei que pedir tanto afasta, eu sei.
Pedir é pedir ao contrário, mesmo pedindo o que se sente, sentir é maltratar a vontade.
IIIII
...te queria perto, porque olhando lá dentro tudo morre e tudo parece valer a pena e sinto que vai embora a dor e fica a esperança de me sentir melhor e mais ao seu lado só que não é sempre e não precisa exigir que seja porque nunca é mas nesses momentos eu queria um abraço apertado e talvez toda aquela dor de me sentir jogada ao tempo e ao vento seja uma imensa bobagem mas não é sempre que a gente consegue se sentir assim e eu reconheço que preciso e precisar tanto é uma falha e demonstra a fraqueza dessa bobagem que acredito todos os dias que é viver por amor e ser fiel e leal e dada a tudo que minha alma pede como certeza.
Cuida de mim?!
... Hoje chorei feito criança.
domingo, 9 de setembro de 2012
Te dedico...
Pra você eu dedico um pedaço enorme da minha esperança.
Te dedico todos os dias o meu amor.
Dedico a você um carinho
Uma flor vermelha e linda
Um girassol.
Pra você eu dedico aquele sorriso sem sentido
aquela fala apaixonada
aquele jeito bobo e leve.
Te dedico três meses de felicidade
Uma década de romance
Um século de paixão.
Dedico a você um perfume
um pôr do sol
uma lua cheia.
É pra você que eu dedico isso aqui que tenho sentido
isso aqui que tenho pensado
isso aqui que tenho amado.
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