Xiliquenta mendiga
Mendiga de amor
Xilique nascendo de dentro
Tentativa absurda de estabelecer o carinho mendigando respeito
Respeito é bom e eu gosto
Cada um da aquilo que tem
Amor transborda de graça
Mendigo brilha de tanta alma e de tanto amor
Xilique é hysteria revestida de dor
Psicologia barata e bondade de aparência me cansam
Prefiro os gritos e os desesperos apaixonados
As intensidades me consomem
O amor é meu guia
Amo e mendigo meus xiliques desejosos de respeito carinho cuidado e amor
sábado, 10 de agosto de 2013
Uma apaixonada mendigando em xiliques seu amor
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Vermelho
Me fiz mulher na manhã nascente de um poema. Sem saber os versos compus rimas falsas e quartetos dissonantes. De tanto vermelho meu poema borrou o batom. Uma boca mal feita e um ombro pesado arrastando romances...novelas. ..mulheres. As mulheres são mais vermelhas que o próprio vermelho da cor. Meus poemas são mulheres sem rima sem verso sem som....silenciosas em suas inconstâncias. Solitárias... sobretudo solitárias. O piano toca ao fundo e a menina insiste em devaneios insalubres - por onde anda aquele futuro (?!) - ela voa.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Pelo instante
Foi lá atrás, quando ainda era esperança esse aperto de medo no meu peito. Lá onde as utopias ainda não haviam sido corrompidas pelo desejo universal do sucesso. Foi ali, naquele instante, nasci! O céu era mais azul e a família, pedaços de segurança na estrada. Morri logo depois, na mentira da mãe e na falta do pai. Morri de longe, me olhando de olhos fechados, esperando a vida no desejo de ser. Distraida comecei a ser, morrendo e nascendo não largava a alma, o amor pelo sangue correndo quente naquele corpo meio meu. Meu céu, que já não era mais azul, encontrou outros instantes, apagou resquícios e armazenou lembranças. Enlouqueci de amor, me afundei em ruas e becos, gozei tanto que perdi os braços, as pernas, o balanço. Hoje, sem saber, sigo errando, mas comi a maçã e guardei o caroço no bolso esquerdo e o cigarro na outra mão.
domingo, 28 de julho de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
Uma certa revolução
Tudo tem mudado por aqui. Após bombas, tiro de borracha, muvuca, um Brasil que desperta inesperadamente, adormeço. Adormeço pelo medo do nacionalismo exacerbado, uma sensação apertada de tristeza e um nó rompendo a garganta. Pra onde vamos? O Estrela foi espancado até a morte, o Dudrin morreu nas ruas, o futuro é incerto, a família não volta mais, o teatro tem me escapado entre os dedos, os estudos encontram-se em um estado lamentável, o caos nao cessa, a correria aumenta, o custo de vida é absurdo, as pessoas são absurdas, o preconceito é absurdo. Respiro e dói, dói e respiro. Paraliso.
Na esperança do que nao conheço acordo e refaço os dentes, a casa, a cara, a alma.
Continuo. ...