sábado, 22 de agosto de 2015

O amor é a coisa mais linda que me doeu.

E ainda dói.

Um sopro

A vida é completamente cheia de dúvidas. Incertezas. Inconstâncias. Levezas breves, intensidades curtas. O tempo corre e a gente nem percebe a hora, o minuto seguinte é maior que a espera, desistimos antes mesmo de recomeçar. O tempo perdido vale mais que o arrependimento. Dentro do peito uma bomba relógio efervescente crava o gosto pela vida. Meu nojo de mim, minha certeza de fracasso, meu medo de dizer não, corrompem... Mas eu não duvido de nada. A vida me risca inteira, os pedaços amassagados de restos. Preto e branco, quem disse que seria colorido?! A vida não é colorida, é preto e branco, as vezes ela fica colorida. Que coisa mais clichê, uma regra que desmente ela mesma. A vida é e ponto. Não tem vírgula, nem adjetivo, a vida só te sufoca de verbos e verbos e verbos e nomes próprios, indescentes, acrescidos de um sentido que não é o meu e nem o seu. É necessário uma pontada de tristeza pra compreender a fé. A vida nada mais é que o peito esmagado de rosas ao som de pontapés. Uma vida breve e leve, uma leveza pura e esmagadora.

domingo, 16 de agosto de 2015

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Minha mão quebrou

La vem aquela velha história, de novo, mais uma vez! A gente não esquece, né? Eu lembro porque nesse exato momento entrei naquilo que o Caio chama de ciclo seco. Um momento onde nada é muito interessante, a gente simplesmente vai indo. Coloquei o Cd da Maria Bethânia, aquela música linda "Carta de Amor". Depois de ler um texto da Clarice e outro do Caio eu pensei: porque? Não tive resposta. Essa coisa de resposta é raridade, a gente vive mesmo alimentando as perguntas. Minha casa cresceu junto com a conta bancária, perdi as incertezas. Não todas, mas aquelas bestas, românticas, idiotas. Saudade do tempo onde eu acreditava que. Cansei um pouco de. Nem beber tanto eu bebo mais. só faço um. Mais alucinada que nunca. Antes eu doía pra fora, agora dói pra dentro. Bem no fundo, em silêncio. Eu não importo, to confiando no futuro. Mesmo sabendo que isso é uma bobagem, mas a gente se engana, ta valendo. Nessa conturbação contemporânea ta valendo tudo, até se enganar. Vale fechar as portas, esconder os segredos, guardar as pertubações, ou então, a gente enlouquece. Acendo incenso, vela, colho uma arruda e um alecrim, coloco no altar, rezo um pouco, acendo uma Alice, um vinho, uma vontade. Me cachimbo quebrou, caiu porque minha mão andava fraca demais, foda-se. As coisas quebram e não nos interessamos mais por elas.

Simples

Saudade do tempo em que eu lia poesia. Pronto! Nada mais!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Por hoje

As vezes a gente desiste do amor pelo simples fato de não dar conta, do cansaço se tornar maior que tudo, e aquele simples desejo de futuro deixa de ser importante. A gente se acomoda ao presente, ele tem suas intensidades, mas o desejo guia tudo, então não da mais. Não da mais pra tentar, e não é por falta de amor, é pelo cansaço dele. O amor é o limite, a dor imensa e o prazer absoluto. Quando se ama demais aprende-se a viver no limite, ou a gente pira ou goza deliberadamente. Gozar deliberadamente tem suas dores, dores tão delicadas, elas arrancam pedaços, um monte de pedaços. Eu não gosto de falar de amor, é confuso, da medo, dói. Que merda. Que imensa merda dentro do peito. Flores coloridas e ventos frescos no peito. Isso! Eu só queria isso! Vento no peito! Meu coração ta apertado feito cara de maracujá azedo. Incerteza. Eu vou amar você em dia próximo é ridículo. Bateu, bateu!Não bateu, esquece! Mas deve-se dizer, mesmo em um dia próximo. Por que? Eu não quero deixar ninguém esperando. A verdade sempre aparece. Eu não tenho mais tempo a perder. Eu não tenho mais tempo.

sábado, 1 de agosto de 2015