O maior amor do mundo....
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
domingo, 24 de dezembro de 2017
Solidão da maternidade
Eu disse muitas vezes aqui sobre a solidão, sobra uma vaga ideia que eu tinha do que era estar sem a família por perto, sobre uma certa dor de se deparar com o escuro. Depois que eu fiquei grávida a solidão tomou proporções ainda maiores. O engraçado é que agora eu tenho uma filha, mas a solidão é a mais alastradora de todas. Nossos interesses mudam, nossos afetos, nosso foco na vida. A montanha russa é tão intensa que não dá pra compartilhar com ninguém esse turbilhão de medo, ansiedade, insegurança... E por aí vai!
Eu não tinha ideia do que era isso! Nunca senti tanto medo na vida, tanta solidão! Aperta. Desgasta. Desfaz as certezas. Eu não tinha a mínima ideia do que era ter um filho, e acho que ninguém tem, até tê-lo. E olha que Aurora ainda tá no ventre, nutrindo meu corpo de uma presença constante e abstrata. Mas ainda é abstrato demais. Não se fala muito sobre as dores da maternidade, caralho... Meu corpo é desconhecido pra mim, e isso muda tudo. Minha barriga imensa não me deixa dormir, os pensamentos não param, a insônia ataca as 3, a flacidez aumenta, o tamanho, as roupas não servem, a culpa depois de um cigarro escondido ou um copo de vinho é avassaladora. Todo mundo diz que não estou mais sozinha, é engraçado.... Porque a sensação é o oposto disso.
Espero minha filha com a ansiedade de quem cria, sem saber se vai dar certo, mas amando e odiando o furacão. O amor é uma coisa absurdamente maluca. Esse amor que eu to vendo nascer me faz inchar as pernas, me dói os ossos e preenche o peito de uma coisa sem nome. Não existem regras pra existir, mas eu concordo com a Estamira, somente as mães são pares, e o que nos une é a solidão da maternidade e o desconhecido da criação.
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Por tudo que nao se diz
Existe uma fissura e uma dor no meio do limbo. É necessário nos responsabilizamos pela quantidade de afeto que permitimos aos encontros. Sinto falta de dividir as angustias da gestação. Mas eu permiti demais, não sei se isso me cabe. Sempre gostei de fugir por algumas horas, me dava um alívio.
Filha, você tem mexido tanto, tem sido tão emocionante e tão assustador. Eu tenho tanto medo. Eu tenho tanta vontade.
Os homens deviam aprender a ouvir mais, uma sensibilidade maior no silêncio, mas eles não conseguem, ou não quererem, ou não dão conta... Não sei.
Tenho pânico da vida as vezes, o útero pesado tem afundado meus pés na terra, chego a sentir alívio, mas é tudo segredo.
Tenho tido muitas dores, nos ombros e nas costas.
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Sete meses
É dolorido. É solitário. É lindo, é assustador. É um furacão de medo, um vulcão de sensações bizarras e inéditas. Os homens não sabem o que é isso, nunca saberam.
Eles não tem ideia da dor, muito menos do medo e da solidão.
Aurora, a vida é um susto, o que vale a pena são os segundos onde a gente se sente inteiro. Onde o amor transborda sem saber pra onde!
Te amo, filha!
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Homens!
Sim, as mães assumiram toda a culpa!
O patriarcado permanece, insistentemente!
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
sábado, 2 de setembro de 2017
Madrugada
É solitário demais, em todos os sentidos. Não é fácil ser mulher, a gente que carrega a cria. Dói mesmo, de todos os jeitos possíveis, a gente se apega a bobagens. Filha, homem nenhum vale a pena, pra nada, eles são meio sem graça demais, burros, pouco complexos. As vezes perde a graça e o tesão vai junto. Era bom passar a madrugada acordada bebendo no buteco, depois que a gente engravida isso não acontece mais, vem o sono, e a preguiça. A grande aventura é sentir esse peixe nadando dentro docê, é a pira de um serzinho que só cresce porque você tá viva, que só come porque você comeu. Fornecer uma.parcela de vida pra uma pessoinha que você nem conhece, essa tem sido minha aventura noturna.... E diária também. É assustador!!!!