quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um dia perdido

Eu não sei o que acontece, mas por hora minha própria emoção me traiu!Sentir não é fácil, e botar essa porcaria toda em meio a garrafas, vinho, público e cigarros é algo de extrema dificuldade. Fui traída por mim, e me pergunto o limite. Onde foi que se perdeu o gosto e a tensão?como conseguir o jogo verdadeiro e sincero?como se entregar tão absolutamente?eu não sei...durmo com perguntas, e olho pra dentro de mim com uma frieza de fracasso. Um fracasso da própria perdição. Mas que seja doce...digo e repito todas as manhãs.... espero que seja diferente, sempre um novo dia e um novo começo!
Rafa...te amo!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Roubei-me e me entreguei de graça

Todas essas piores coisas doendo na alma.
Todas as possibilidades em ser tudo o que não gostaria...dói
Esse peso que passou a me acompanhar
Essa vontade de ser muito em muito pouco tempo
Onde encontro isso que um dia chamou-se de leveza?
Pra onde foram minhas certezas?
Todos aqueles livros...e mais da metade são meus!
Toda aquela delicadeza... e o susto quem causou fui eu!
Toda aquela entrega .... e a dor que deixei dentro....
Uma rede, um cobertor e um capuccino
E novamente tudo me doendo tão fácil...eu ja fui mais forte.
Hoje não consigo acreditar em uma gota do que é bom em mim
Me sinto suja, idiota e pesada!
Pra onde eu fugi?e quando?
"A Insustentável Leveza de Ser".... esse discurso um dia foi meu....

domingo, 19 de junho de 2011

Em um dia como o de hoje...19 de junho!

Escrevo-te ainda não sei por que e não sei pra onde. Talvez pela data, pela nostalgia, pela saudade. Ainda não sei, e me confundo com tanta coisa borbulhando dentro de mim, mas apesar de, te escrevo. E de tudo que ficou, e de tudo que tem sido, resta uma ausência contínua. Não sei se boa, não sei se ruim... Mas ainda grita a incredulidade do “incompatível” . Talvez essa palavrinha boba, pequena, de doze letras incorrigíveis, tenha sido observada no momento certo, na hora exata, e isso por si só já basta. Hoje é um dia importante, me lembrei de você quase o dia todo. Talvez pela falta, ou simplesmente pelo vazio de um domingo quente, não importa. Estávamos indo na felicidade de um bem comum, bonito de se ver, e por mim, digo de coração aberto... Bonito de se sentir. Mas no inesperado de um dia, que não era domingo, de um dia que não fazia sol, nos dissolvemos. Algo foi queimado e destruído com tanta frieza, que minhas pernas enfraqueceram, minha alma chorava de dor, e meu peito mal cabia dentro de mim. Aquilo que já havia sido desfeito, mas apesar de, havia sido reconstruído, com muita força, muita fé e muita vontade, foi novamente evaporado com a quentura do fogão. Não a coração que aguente a inconstância da certeza e o borbulhar da água fria. Pela primeira vez eu consegui me firmar em uma decisão mental, em uma decisão gelada e racional. Não te quero mais. Não existe em mim uma gota sequer de qualquer força, acabaram-se as armas, derramaram-se as vontades, arrefeceram-se os sonhos compartilhados. Você foi em mim algo de muito bonito do limite no qual eu posso chegar. No limite que, agora sei, consigo sentir. Com você eu construí flores de papel, mares de tinta e sorrisos de dor. Agradeço-te pela troca e pela certeza de mim. O que dorme aqui é o susto do talvez, a espera da procura, a incerteza da luta, o medo das marcas, a felicidade das novas portas, o amor pela intensidade e a beleza da sinceridade. Aquilo que fica é tão lindo e tão novo, como quando eu pedi que você nunca largasse minha mão. Obrigada por me oferecer a alma, mesmo que confusa, incrédula, inacreditável e distante de muitas coisas que já tive como certeza... Ganhei tantas novas certezas depois disso.  Não me esquecerei das promessas existidas sob a luz fria de um hospital doente, dos sucrilhos comprados pra agradar e adoçar o amor, dos planos doces e certos, do bombom na rodoviária, das mãos dadas na Lapa, dos pés juntos na cama do Trapiche, dos olhos cheios d’agua com você tocando e cantando pra mim, de tudo que um dia foi bom, de tudo que um dia me preencheu completamente... Da alma tranquila de ter dado tudo, e de ter tentado até o fim.  Eu fui sincera! Amei-te da forma mais intensa e leve, te amei como se ama o broto de uma flor prestes a conhecer o mundo, te amei como uma criança descobrindo o choro, te amei como um velho ama seu diário cheio de recordações , te amei no novo, te amei na fé, te amei na dúvida, te amei na dor, te amei com a força de um deserto quente, com o brilho de um olhar cheio de esperança, com o medo da sua nova desistência . Que você siga feliz e que encontre tudo aquilo que não encontramos juntos, mas saiba que com você eu encontrei o que precisava, mesmo na incompatibilidade de nossas teorias eu tive uma fé enorme na compatibilidade do nosso amor. Desejo que você ame uma alma como eu amei a sua, que você ame apesar de. Que você queira, apesar de. Que você se entregue, verdadeiramente, apesar de. Que você escolha, apesar de. E que depois de escolher, não duvide. Que você sinta!Que você seja!Que você encontre!Obrigada por me fazer acreditar na mudança, por me fazer acreditar que folhas secas podem servir de adorno, que bons perfumes aparecem do nada, que eu consigo continuar, que eu consigo sobreviver, que eu consigo ser forte, que eu consigo!Romantica ou não, nostálgica...talvez!Incompleta, em construção, mas certa da sorte e certa de mim... eu sigo!Intensamente e muito verdadeiramente eu sigo...sem você, mas com a marca do que ficou de nós.  Siga.... e ame!!!          

   19/06/11

Bula de remédio!!!!

Bem...hoje é dia 19
e agora?eu faço o quê?
sei lá....doeu um pouquinho...mas passa!

sábado, 18 de junho de 2011

Pra você...olhos de mel

Desculpa se chorei no seu colo
Desculpa se fico calada e não sei o que dizer
Desculpa se tenho medo
Desculpa se você não tem culpa, mas mesmo assim eu sinto
Desculpa se não sei dizer
Desculpa se dói
Desculpa pela intensidade
Você é flor no meu caminho
Estrela nessa minha vida anoitecida
Brilho no meu olho sem cor
Perfume no meu destino sem norte
Não sei onde tudo vai terminar
E nem quero que termine
Quero que se eternize nesse momento que vale agora
Nesse instante que segura tudo
Nessa certeza de hoje
Nesse amor de agora...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"Uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê"

Sem promessas. Só sei que sinto algo de muito maravilhoso. Não sei explicar de onde vem aquela felicidade e satisfação de alma, mesmo que momentânea.  Acredito que será assim sempre, um dia a vida vale a pena, no outro não...o que se há de fazer?Continuar!Manter-se de cabeça erguida e coração na mão. Abrir todas as portas e janelas para qualquer ventania, brisa, sol ou chuva que apareça. Respirar de barriga pra cima, olhos bem fechados... e sensação verdadeira de estar sendo, qualquer coisa, não importa o que. Só peço a Deus que recolha os cacos no chão, e que faça deles um novo recuo e força na alma. Quero continuar acreditando que sempre haverá um porque, que sempre existirá, no final de tudo, um conforto de estar vivendo.   Ainda não sei de muita coisa, desconheço as certezas e os caminhos certos, mas basta, não me importo mais com o futuro incerto, desejo somente os segundos de fé, os minutos de força, as horas de encontro. Eu quero verdadeiramente acreditar que vale a pena, mesmo doendo, mesmo ferindo, mesmo sentindo medo... Eu quero continuar acreditando que um novo sol nascerá amanhã, e não sei se vai fazer frio ou calor, se vai chover ou não, não me importa. Carrego na bolsa uma única vontade...essa de sentir o coração batendo forte, e o peito se enchendo de alguma coisa...alguma coisa muito maravilhosa....alguma coisa que eu possa , um dia, chamar de amor. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um entre

Um banho com aquela água de um lugar bem longe e muito bonito, divino até! Um banho que deixa os pés e as mãos enrugadas, e bem no fundo pedrinhas que massageiam os pés. Um sol quente e um céu limpo e lindo. Um ventinho pra arrepiar a nuca, muito silêncio... e de longe o barulho das folhas de palmeira batendo uma na outra. Água transparente e cristalina, pele macia, sorriso no rosto, calma na alma, e riso de rio. Sem tempo, sem relógio, sem compromisso. Sem planos, futuro, carreira, escola, casa, passado, medo, recuo, dor e tristeza. Uma leveza de rio seguindo o fluxo e sol batendo na cara. Mesmo que tudo isso dure um único instante... Aquele... Quando eu fecho o portão e volto pra casa ...Aquele pequeno caminho me carregando pra tão longe....