Talvez sejamos sempre sozinhos,
pra sempre sozinhos. Esquecidos de nós mesmos, vivendo os dias encobrindo na
boa aparência aquele aperto no peito e a dor de viver que não nos larga nunca.
Caetano Veloso na plateia, cantando calado a trilha sonora de nossas vidas…
Grande bobagem. Vou tentando renovar as crenças, achar o sentido que a gente
deixa passar, tentando encontrar mais uma vez o porque de tudo isso. Se é que
vale, se é que tem. Um mundo de incertezas e um medo imenso de não conseguir,
de não dar conta, de perder o caminho que pensei em seguir. Faz frio aqui, coração
na mão, medo na garganta e esse susto de viver que chega e gruda, que chega e
para, que chega e dói. Meu Deus, eu já amei tanto. E é amando que continuo
errando, me perdendo, adormecendo. Mas a gente não para, não desiste, encontra
uma força sei la de onde pra tentar sei la o que… Continuamos ...
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
Pequenos rascunhos
"Triunfareis se a caridade vos inspirar e se a fé vos sustentar."
O que tenho sentido?
bem... tenho tentado ser fiel, apesar da dúvida e do aperto no peito. Tenho tentado ser fiel a mim mesma, a minha fé, as minhas crenças. Tem dias que o mundo pesa nos ombros, mas sigo acreditando no amor e pedindo o bem a tudo e a todos. É fácil se perder, se deixar levar pelo erro cometido as cegas, o medo, aquele medo e aquela insegurança que preenche os espaços vazios do corpo. Meu peito aperta, dói de um jeito constante que nem sempre reconheço a causa, na maioria das vezes não reconheço o porque. Mas sigo, sigo por amor, sigo pela fé, sigo porque acredito e aceito meu fracasso. Minha frustração de não dar conta, de não conseguir, de ser fraca e covarde. Pequena. Tenho tentado, tenho buscado o caminho da sinceridade e do amor, o caminho da alma. Qual? ainda não sei. Caminho tateando espaços bruscos, amargos, doces, suaves, doloridos, alegres... Caminhos. Pequenos caminhos, pequenas tentativas, pequenos passos, pequenas dores. Adormeço na tranquilidade de alguém que sente sem saber de onde vem, como uma folha esquecida embaixo do travesseiro da amante. Um rascunho de um poema de amor.
p.s de tudo, o que fica, são só certezas sem espaço
p.s de tudo, o que fica, são só certezas sem espaço
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
...essa coisa toda que tem doído e tem passado mas volta e me perco tanto
(para ler ao som de Roupa Nova, Volta pra mim)
Eu queria dizer tantas coisas. Depois de tudo e tanto tempo… tantas coisas. Umas doeram menos, outras doeram mais, não importa. Quando
acordo vejo você no teto e lembro, e penso, e sinto. Depois de passar algumas
horas do meu dia sinto uma vontade imensa de fugir e deitar um pouco no seu
colo, naquele mesmo lugar ficar em silêncio, uma segurança que não se explica, um amor imenso. A noite queria sempre você aqui.
Sempre! Tenho me sentido feia, principalmente depois de tudo. Sei que o
problema se resume a mediocridade do que sinto de mim e dessa insegurança filha da puta que me persegue a tempos. Tem uma porrada de gente que me acha muito doida, muito maluca, muito dispensável, muito alcoólatra, muito bêbada, muito imbecil... Queria só que com você fosse diferente. Tô com medo!Muito! Tenho medo, medo disso que ficou aqui dentro, essa insegurança ridícula e dolorosa. Às vezes faço que sou, mas la no fundo resiste ainda uma menina tão pequena, sem espaço, sem lugar no mundo, que chora quase sempre por motivo algum. Chora!!!
...tem um dragão morando no meu quarto.
O coração é traiçoeiro, arrancando da alma as pilastras feitas de papelão e grude. Sem perceber a gente desaba. Desabei!
Vendo ela ali na esquina tão linda e tão simples... sempre melhor que eu. Ou ela na Austrália, ou ela no Espanca, ou ela no bar, ou ela te esperando no Cabral, ou ela perambulando pela cidade, ou ela com seus cabelos encaracolados e lindos... é sempre tão melhor que eu... sempre!
Dói!
Tenho medo! Me tira daqui. Me tira de todo esse limbo já previsto e de toda essa angustia tão constante. Me tira desse aeroporto e dessa vontade de partir em segredo. Me tira desse mundo que me atira sem dó e maltrata meu coração nos pedaços que doei sem resquícios de perda. Me ajuda a afogar esse monstrinho que quero morto todos os dias que acordo.... Meu Deus, como eu quero!
Me ajuda!!!!
Me salva.
Fico aqui pedindo e sei que pedir tanto afasta, eu sei.
Pedir é pedir ao contrário, mesmo pedindo o que se sente, sentir é maltratar a vontade.
IIIII
...te queria perto, porque olhando lá dentro tudo morre e tudo parece valer a pena e sinto que vai embora a dor e fica a esperança de me sentir melhor e mais ao seu lado só que não é sempre e não precisa exigir que seja porque nunca é mas nesses momentos eu queria um abraço apertado e talvez toda aquela dor de me sentir jogada ao tempo e ao vento seja uma imensa bobagem mas não é sempre que a gente consegue se sentir assim e eu reconheço que preciso e precisar tanto é uma falha e demonstra a fraqueza dessa bobagem que acredito todos os dias que é viver por amor e ser fiel e leal e dada a tudo que minha alma pede como certeza.
Cuida de mim?!
... Hoje chorei feito criança.
domingo, 9 de setembro de 2012
Te dedico...
Pra você eu dedico um pedaço enorme da minha esperança.
Te dedico todos os dias o meu amor.
Dedico a você um carinho
Uma flor vermelha e linda
Um girassol.
Pra você eu dedico aquele sorriso sem sentido
aquela fala apaixonada
aquele jeito bobo e leve.
Te dedico três meses de felicidade
Uma década de romance
Um século de paixão.
Dedico a você um perfume
um pôr do sol
uma lua cheia.
É pra você que eu dedico isso aqui que tenho sentido
isso aqui que tenho pensado
isso aqui que tenho amado.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Desfragmentada
... Por um instante ela percebeu que estava sem sapatos. Sentia na pele a dureza de um chão frio e molhado, e era sentindo que percebia os pés, era doendo que sentia falta dos sapatos, era pisando naquele chão frio e molhado que acolhia a terra. Ela amava, amava aquele momento onde sua percepção ultrapassava a racionalidade, amava os calos e as dores de quem anda descalço, amava a felicidade que sentia quando a água limpa se enroscava entre os dedos dos pés. Ela sonhava com as milhares de possibilidades que poderia sentir em cada solo, asfalto, grama, lama, penhasco... Não se interessava mais por tênis, saltos ou sandálias, não sentia falta de cadarços ou meias, não respirava pelos pulmões vazios enquanto os dedos dobrados e gordinhos não encontravam espaço pra correr sem ela. Eles iam, assim como seus antigos sapatos, eles se perdiam. Por um instante ela percebeu que estava sem os dedos dos pés. Sentia uma parte estranha tocando o chão e descobriu que cada dedo tocava um espaço no infinito, e foi nesse momento que ela fechou os olhos e compreendeu a sensação de cada dedo perdido no espaço. Depois de um tempo ela percebeu que não tinha mais os pés, e que eles pisavam firmes no mar de um país distante, enquanto os dedos tomavam banho em planetas que ela ainda não conhecia... Sentiu-se feliz. Foi nesse exato momento que ela encontrou uma de suas pernas agarrada no para-peito da janela, e quando olhou pro céu viu sua outra perna dando piruetas no ar. O corpo espalhado e disperso, agregava a alma uma sensação de leveza e suavidade, amando as muitas cidades e os milhares de vilarejos desconhecidos onde adormeciam no final da noite. Seus braços já haviam partido, um quis conhecer o deserto, enquanto o outro cumpria afazeres na China, foi exatamente ai que seus dedos se enroscaram nas raízes de árvores raras e profundas. Um olho no vento, um fio de cabelo pirulitando na praça, um pedaço da boca deslizando-se na cachoeira, um pé no asfalto, um dedo na lua, uma orelha no universo....
Ela era tudo aquilo dentro de um perfume. Ela era rosa e despenhadeiro, precipícios e encontros, desejos e planetas. E era amando que guardava no peito o refugio de cada parte desgarrada, esperando o dia que ,unidas, dançariam cada música que já foi cantada, cada promessa de amor que ainda não foi vivida, cada segredo escondido a sete chaves, cada vontade gritada em silêncio, cada pedido feito no fundo do coração.
Era assim que, depois do amor, ela calçaria os sapatos e pegaria o caminho de volta pra casa.
"Quem sabe isso quer dizer amor."
Agradeço.
Agradeço a Deus todos os dias.
Agradeço cada detalhe, cada começo, cada nova possibilidade.
Agradeço os amigos, as perguntas, os encontros e os momentos.
Agradeço ter encontrado ela. Agradeço ter visto ela. Agradeço aquele espaço que se abre no tempo.
Agradeço ter continuado.
Agradeço por não ter desistido.
Agradeço sentir o coração amando outra vez... melhor e mais.
Agradeço por todos os dias e pelas manhãs ensolaradas (com direito a café da manhã e danoninho)
Eu não vou embora...
Eu não vou desistir...
Eu não vou chorar.
Te agradeço Denise, te agradeço por me fazer sentir tanto amor.
Te agradeço Deus, te agradeço por me fazer sentir a vida.
Agradeço e amo.
Agradeço a Deus todos os dias.
Agradeço cada detalhe, cada começo, cada nova possibilidade.
Agradeço os amigos, as perguntas, os encontros e os momentos.
Agradeço ter encontrado ela. Agradeço ter visto ela. Agradeço aquele espaço que se abre no tempo.
Agradeço ter continuado.
Agradeço por não ter desistido.
Agradeço sentir o coração amando outra vez... melhor e mais.
Agradeço por todos os dias e pelas manhãs ensolaradas (com direito a café da manhã e danoninho)
Eu não vou embora...
Eu não vou desistir...
Eu não vou chorar.
Te agradeço Denise, te agradeço por me fazer sentir tanto amor.
Te agradeço Deus, te agradeço por me fazer sentir a vida.
Agradeço e amo.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
por hoje...
É preciso trabalho. É necessário coragem. Não sei como seguir adiante, mas pretendo e quero. Preciso!!! não sei fazer outra coisa, não sei viver de outra maneira e me atormento constantemente por algo que não sei, mas sinto. Sinto!Se pudesse eu faria melhor, seria melhor... Não! não acredito em outra possibilidade de caminho, tenho medo... sinto medo, sei do medo e tenho medo. Peço a Deus uma proteçao imensa, mas sobretudo coragem. É preciso acreditar, o resto é consequência...
Assinar:
Postagens (Atom)
