segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Li assim:

Quem tem fome quer pão
Quer é escravo quer liberdade

...
Não sei o que eu senti!

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Nao dito

Taí uma coisa que eu não sei...
Como são as famílias?

"Todas as famílias felizes se parecem, mas cada família infeliz e infeliz a sua maneira"

A única coisa que sei!
As vezes dizer corrói, mas o não-dito se torna um imenso buraco vazio dentro do peito!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Martelando em Dó

Paro ao por do sol, um café e Debussy. Meu coração acelerado sente tanto medo de sei la o que. Tem dias que as recordações me sufocam, não consigo existir. Um dia, não sei qual, vou ter silêncios mais tranquilos de coração, e nesses dias não existirá espelhos que me bastem, só uma pequena certeza de ser eu mesma. Daí em diante vou respirar como um bebê, e nada, absolutamente nada irá afogar meu coração. Ansiosamente eu espero, uma vida toda, uma vida inteira tentado existir no amor. Minhas memórias transbordam ininterruptamente, um derramamento de incertezas, falhas, esquecimentos, borrões. Debussy martela em dó, suaviza e acaricia a ponta dos dedos, as bordas do coração. Um coração de sangue em formato de céu, quem disse isso? Não da mais pra saber o que é realidade, é nesse instante que tudo se desfaz como um papel embebido de café, frio e sem açúcar. Perdi toda minha capacidade de esperança, os dias seguem secos e cruéis. Pessoas podem acabar com nosso sossego, reaparecendo feito fantasmas hipócritas em uma noite mal dormida. Sua escrotice me espanta! O cheiro podre que escorre do que fomos me da náuseas e ânsia de vômito. Amizades, vez ou outra, tornam-se tão perversas, escondendo-se feito traça no canto escuro de uma caixa de papelão. Você enfia os dedos entre os buracos, procurando uma foto, uma lembrança, e é mordido pela existência catastrófica de uma amor. Alguns amigos morderam minha nuca, outros arrancaram meus calcanhares com os dentes, os primeiros eu perdoei, esses outros, ahhhhhhh, esses outros eu matei! Mas essa lembrança infernal que não deixa de martelar em dó...  Como se houvesse perdão, como se fosse possível uma esperança. Imbecil! Meu coração imbecil chega a doer na xícara de café, e é nessas horas que eu me sinto um animal irracional, completamente sem bordas. Ninguém pede perdão, ninguém pensa em voltar. E esse som se mantém martelando em dó, martelando em dó, martelando em dó... ininterruptamente, até que morram as traças e junto delas toda e qualquer possibilidade de esperança.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Fissura da carne

Sabe o que acontece comigo? Eu não sei meu lugar no mundo. Eu posso até estar mais estável.... Minha casa, o mestrado, isso tudo me garante um mínimo de estabilidade.... Mas minha cabeça me destrói. Meu jeito, minha sensação eterna de ser abandonada, de não ter família, de não ter ninguém. É como se o buraco da minha solidão aumentasse continuamente, e eu estou aprendendo a ficar aqui dentro, guardada no meu silêncio, escondendo um pouco minhas dores diárias. Eu não sei lidar com a vida, eu não conheço nenhuma fórmula que funcione em mim. É sempre essa fissura rompendo meu  cotidiano, como se cada dia fosse uma guerra, uma possibilidade de morte... Sei lá. As vezes eu penso em suicídio, mas eu sou tão covarde que nunca faria isso. Me sinto destruída por dentro, feia, acabada... Aí eu respiro e continuo meus dias, como se fosse improvável qualquer esperança. As vezes ela vem, mas com a mesma facilidade se esvai. Tenho lutado todos os dias pra acreditar em cada beleza, em cada amor diário.... Mas é tão difícil, tão improvável ser feliz. Sinto falta de ter um amor, como se isso salvasse meus demônios. No fundo eu sei que não, que nada encobre essa coisa que eu sou. Sou um asfalto quente que permanece em silêncio apesar de.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Uma outra

Eu sou feito um bicho morto desajustado pelas esperanças da vida. Por mais que as coisas continuem existe um buraco que se afunda continuamente no meu peito, e eu perco o foco, eu caio feito uma fruta podre que não suporta o sol, ou as folhas, ou o horizonte, ou aquele vento fresco de fim de tarde. Eu perco o controle de tudo, meus dedos se enroscam feito larvas amedrontadas. Eu sinto tanto medo da solidão, tanto. Não é essa solidão de silêncio quando a casa fica vazia, mas esse vulcão que ferve no meio do meu peito e dói na carne viva toda vez que eu existo. Na maioria das vezes eu estou morta. Aquela outra Dayane que sabe lidar com a mudez manipula as cordas do boneco e eu ando, falo, gesticulo, la de dentro da caixinha escura eu observo o mundo, e eu sinto tanto medo. Deus espalhou  feridas no meu corpo, quanto mais o tempo passa mais elas crescem. Eu mantenho cada vez mais uma Dayane distante da outra, pra ver se pelo menos uma se mantem firme no proposito da vida. Enquanto isso a outra se afunda no infinito da carne do meu peito, mordendo os vasos, os nervos e engolindo o sangue podre que me resta. Vez ou outra consigo controlar o desespero, porque ele fica colado nos dedos que se enroscam, e essa mão eu deixo guardada nos meus pequenos pesadelos diários. Ela me olha insistentemente, com a língua pra fora, como se eu fosse um inseto prestes a ser devorado. Eu gasto toda minha energia tentando me manter de pé, não sei se vale a pena esse esforço, vou acabar sendo devorada de um jeito ou de outro, por mim mesma ou pela outra. Meu coração está pesado, e ele dói feito 1000kg de ácido quente derramado no meu colo. Se a Dayane escondida soubesse, ela nunca me perdoaria. Nunca!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Amores

A saudade aqui é  pedaço de coisa que eu como quando desespero...